Cinema em casa ou Home Theater

Sylvio E. de Podestá
publicado no livro Casas


Cinema é cinema. Nada se compara às salas de projeção, às grandes telas, ao som perfeito sem falar que é também ambiente especial para o namoro apaixonado, assunto do qual não tratarei aqui.

Esse ritual de ir ao cinema e depois um jantar é universal e, além de agradabilíssimo, é neste jantar que provavelmente se formaram os críticos cinematográficos após acalorados discursos sobre o tema.

Mas, tempos atrás, surgem em nossa vida os aparelhos de vídeo e trazem uma alternativa para revermos antigos clássicos, alguns filmes que perdemos quando exibido em circuito comercial e, principalmente, porque nossos cinemas andavam sendo transformados em igrejas uma outra forma de entretenimento.
Cresceu esse tipo de acesso aos filmes, e cresceu tanto que o número de locadoras uma das formas de acessar as fitas é quase igual ao de usuários. Claro, fecharam muitas até o equilíbrio, mas hoje estão aí cada vez mais dinâmicas e sempre com grandes novidades.

A partir do momento em que este mercado se expande, aumenta a procura por melhores equipamentos, telas maiores e melhor qualidade de som; certas residências passam a incorporar em seu programa uma sala de exibição (novidade programática) com condições de escurecimento, acústica controlada e móveis adequados ao conforto das horas exigidas para se assistir a um filme.

É o espaço hoje conhecido pelo pomposo nome de home theater, formado basicamente por uma TV, um videocassete e um conjunto de som. O diferencial fica quando a exigência de maior qualidade é diretamente proporcional ao custo de instalação.

Para a TV, é bom que a tela tenha pelo menos 25"; o vídeo estéreo e de alta fidelidade (hi-fi) para os filmes gravados em estéreo, perdendo muito se o aparelho for mono. O próximo passo é acoplar o sistema TV/vídeo a um equipamento de som com várias saídas para as caixas, distribuídas de tal forma que o resultado final e agora suportando uma super exigência é cada vez mais fantástico: basta acoplar um processador tipo dolby pro-logic, que distribui o som pelas caixas em até 5 canais, e produz o efeito conhecido como surroundsound; tal efeito é algo como o que ouvimos e sentimos naqueles filmes cheios de ação, em que o som cada hora está em um lugar, ou em todos ao mesmo tempo, num efeito fantástico.
O projeto de um espaço desses requer bastante especialização, e deve ser feito por pessoas ou firmas capacitadas; é bom lembrar que, mesmo com um bom equipamento, o resultado se o equipamento for mal instalado pode ficar muito a desejar.

Os fabricantes alertam para isso e estão em condições de auxiliar na combinação dos melhores equipamentos para se ter a máxima satisfação no seu Cinema em Casa. Ou Home Theater.

Aliás, são os fabricantes que dizem: "só assim, além de ver tudo em seus mínimos detalhes, você também poderá sentir o som da Sharon Stone cruzando as pernas". 

Sylvio E. de Podestá

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