2000: Museu do Telephone

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det_museu02det_museu02
linkproj_livro_institlinkproj_livro_institArquitetos: Sylvio E. de Podestá e Mateus Pontes
Colaboração: Pedro Morais e Renata Rocha
Local: Rio de janeiro, RJ
Projeto: 2000 | Área: 1.530,00 m2


A cidade, de forma generalizada, deve harmonizar sua história com as intervenções urbanas e arquitetônicas que solicita.

O arquiteto, normalmente, sobre um pedestal autoral e inconseqüente, tenta apenas deixar sua marca em alumínio e vidro azul, com objetos desprovidos de contexto e cultura.É um longo e complicado discurso, mas para intervenções localizadas como a do Museu do Telephone necessitamos desta introdução.

Consagrada a preocupação inicial, procura-se uma intervenção que dividida entre externa existente, externa resgate e externa inserção ao edifício atual, ele, independente das inserções anteriores e de péssima qualidade, se apresenta como suporte físico e histórico do novo Museu e deve o arquiteto se aquietar frente à história deste lugar e deste prédio quando da sua intervenção, valorizando-o enquanto elemento predominante e procurar preencher os espaços internos de vida latejante e intensa; recompor estruturalmente os pisos, macular pisos e pés-direitos ampliando a visão dos níveis; refazer vedações, texturas e cores estimulantes; dar transparência aos novos espaços para que se visualize o leste ou que, através da melhor tecnologia digital, se crie um grande painel de forma a transformar a nova e instigante esquina no mais atual mural gráfico/poético, ligado às questões do Museu, do bairro e da cidade que o promove.

A parte inserida, a nova ala, deve ser arquitetonicamente silenciosa.

A perspectiva que se inicia com o belo prédio do IAB/RJ, com seu embasamento “maneirista”, se prolonga junto à eclética fachada do Museu e sugere, a partir da esquina, uma interpretação contemporânea desta passagem histórica que a valorize e que dê continuidade a este embasamento; que singelamente faz permanecer o balcão superior bem como promove a limpeza formal do frontão. Um pequeno vazio, respeitoso e surge o anexo. Em nenhum momento pretendeu-se maior do que a história presente e em nenhum momento apresenta-se subjugado a ela. Procurou-se uma intervenção datada, objetiva e funcional, categorizada pela eficiência em resolver problemas de circulações, prevenção contra incêndio, áreas administrativas compatíveis com o tipo de espaço proposto, suporte aos serviços, acessos universais e ludicidades permissíveis. Também se procurou dar suportes objetivos à aplicabilidade de novas tecnologias da informação e da virtualidade prospectiva, arte aplicada a suportes convencionais e digitais, possibilidades reais de intervenção com o Museu em toda sua potencialidade histórica, resgate e confronto com o hoje e com o futuro.

Sugeriu-se também uma prospecção que possibilite a utilização “underground” do alagado porão, ampliando suas galerias e possibilitando usos específicos ligados à sua própria riqueza precária, uma possibilidade instigante.

Outras necessidades como elevadores, monta-cargas, luminotecnia museológica, acústica, novas estruturas e solidificação da existente, condicionamentos climatológicos (mecânico, solar ou bioclimático) são de fácil solução técnica e algumas estão sugeridas no projeto.

Os desenhos estão procuram mostrar a análise feita do Museu com todo seu entorno e sua futura relação com as novas esquinas e caminhos. Mostram também os momentos mais significativos (estáticos) dos novos espaços, novos vazios e aberturas, leitura imediata de todos os seus níveis, das suas funções, sem a necessidade de serem apenas corretos e funcionais.

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