grafica ronagrafica rona


localização:
Olhos D'água, Belo Horizonte, MG
arquiteto: Sylvio Emrich de Podestá
colaboração: Pedro Aragão de Podestá
construção: Tecna - Técnicas Associadas de Engenharia Ltda. e Plante Engenharia Ltda.(parte Administrativa)
estrutura pré-moldada de concreto: Premo Engenharia
estrutura metálica: Techneaço
painés de fechamento lateral: Perfilor
prevenção e combate a incêndio e pânico: Segurança Engenharia Ltda.
ar condicionado: Eng, Luiz Carlos do Carmo
projeto elétrico, telecomunicações, tv/som, lógica: Eng. Antonio Ulisses de Alvarenga
serralheria: Coplemig
esquadrias: Isomax
revestimento acrílico: Tecnocril
forros e paredes de gesso cartonado: Congesso
móveis: Madeirense e CMBB (refeitório)
paisagismo: Yapó Paisagismo
escultura: Jorge dos Anjos
sinalização e programação visual: Barão
fotos: Jomar Bragança
área terreno: 13.551,27m2
área: 11.288,67m2


Acompanhar a trajetória da Rona desde os primeiros tempos, ainda quando fazíamos a Revista Pampulha, seu crescimento na segunda fase (leia-se Avenida Men de Sá) e agora, no Bairro Olhos D’água é desenhar um gráfico (sem o trocadilho óbvio) ascendente. A primeira reforma que fizemos em 1993, acrescentamos ao prédio existente uma racional estrutura pré-moldada, com sua ortogonalidade amenizada por brises metálicos curvos. Posteriormente a Rona atravessou a rua e foi se completar nos lotes disponíveis daquele outro lado, incorporando ao seu fazer fotolito e pré-impressão além de maior capacidade de expedição.

Esta divisão funcionou até o momento de se reprogramar, de projetar o crescimento e programar reservas para atender as demandas futuras. Exigiu novo espaço que atendesse a estas estratégias mas que se localizasse em área de fácil acesso, qualificada dentro das características da Rona e de seus clientes, publicitários, artistas, industriais, etc.

Todo este planejamento estava desenhado na mente do proprietário, ajustado que estava na direção continua o no desenho futuro da sua empresa.

Procurar o local que respondesse por tantas questões foi árdua tarefa principalmente em Belo Horizonte que tem suas grandes áreas praticamente esgotadas, com suas veias se entendendo aos municípios vizinhos, provavelmente em consonância com Contagem das Abóboras e seu pentágono industrial, projetado para este apoio em priscas eras.

Finalmente, coisa de um ano de idas e vindas, o terreno localizado no Bairro Olhos D’água foi o escolhido. O olhar aguçado e a idéia formatada dos espaços, lay-outs e acabamentos pre-concebidos fizeram do projeto arquitetônico coadjuvante desta visão antecipada do proprietário. Organizamos a partir daí os acessos verticais e horizontais, cotas de níveis, algumas aberturas e uma espécie de casca metálica que fecha a estrutura de cobertura.

O edifício é formado por uma base pré-moldada de concreto (pilares, vigas e lajes alveolares com vãos de 12,0x15,0m) em dois níveis, sendo que o segundo recebe esta cobertura metálica, em arco, como os comuns galpões que nos acostumamos a encontrar nas áreas periféricas da cidade, mas como já havíamos utilizado na Academia do Campo Belo Country Clube (Projetos Institucionais, Sylvio E. de Podestá, AP Cultural, 2001, pags. 112 a 115), um dos apoios é levantado, dando chance a criação de sheds e consequentemente das ventilações e iluminações necessárias, aqui voltadas para sul/sudeste.

Desenhamos também alguns apoios internos como mesas de centro e aparadores, suportes aos mobiliários específicos que completam o mix interno.

Áreas verdes e locais para descanso, estacionamentos externos, docas e um paisagismo que com árvores de porte (ipês, aroeiras, etc.) crescem prevendo sombra e visual agradável.

O terreno está em um ponto alto do bairro e dali se avista parte da Serra do Curral. Para ali se voltaram as principais áreas da parte administrativa protegidas do sol norte.

Fotos aéreas confirmam estes dados e as internas, o bem cuidado espaço da produção, dos escritórios e oficinas e do estacionamento coberto para clientes e funcionários.

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