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localização:
Belo Horizonte | MG
arquiteto: Sylvio Emrich de Podestá
colaboração: Mateus Moreira Pontes

obra: 1993/94
2ª etapa: 2002/04

proprietário: Carijó Empreendimentos e Negócios Ltda.
gerenciamento: Murba Engenharia S/A
construção: SGO Engenharia
consultoria: Dry Consultoria, Acessoria e Administração de Shopping Centers
área do terreno: 4.083,00 m2
área: 15.332,16 m2

Foto Google EarthFoto Google EarthProjetado a partir de uma grande estrutura de concreto existente (cinco subsolos, parte do pavimento térreo e do segundo ainda em construção), elaborou-se um plano de ocupação baseado nas necessidades econômicas dos espaços, da experiência do proprietário em comércio de carros usados e do estudo de retorno econômico.

Gerou um novo desenho de fluxos, de espaços comerciais, modificação estrutural dos dois últimos pavimentos após a necessária demolição de parte da estrutura de concreto, inclusive rampas de veículos, e sua substituição por estrutura metálica que permitisse espaços mais limpos, desimpedidos visualmente e, eventualmente, alguma transição de pilares. As rampas de acesso de veículos ao segundo piso foram substituídas por dois elevadores colocados entre pilares existentes de forma a permitir o rápido embarque e desembarque, necessários aos testes de direção neste tipo de negócio.


Foi preciso colocar reforços metálicos em pilares e vigas que sofreram esforços diferenciados de novas cargas ou dos vazios entre andares, necessários a novos acessos, ligações visuais entre andares e captação de iluminações zenital e natural, principalmente para as áreas comuns.

Adaptações também nos fluxos de combate e prevenção de incêndio com a locação de novas circulações verticais (escadas e elevadores), além da previsão de local para uma futura escada rolante de acesso ao piso superior.

Estas reformulações também foram feitas no primeiro subsolo onde localizou-se serviços gerais e no quinto, dividido entre administração e estacionamento de funcionários e visitantes. Manteve-se ali a grande rampa circular de acesso duplo da rua a este primeiro subsolo e os demais, retas, até o quinto. Também redistribuiu-se as vagas, inserindo outras para portadores de deficiências.


O terreno, um grande declive, está ocupado, a partir do quinto subsolo, por uma espécie de pilotis que atinge a rua de baixo. Solução estrutural de difícil acerto arquitetônico. Sugeriu-se um fechamento em tela e um paisagismo possível no sombreado que ali se forma.


Pela avenida de acesso, o edifício possuía um nível térreo abaixo do grade desta via e, o apelo visual necessário ao empreendimento, apresentava-se reprimido. A solução foi a criação de uma estrutura em metal e vidro plugada à estrutura existente, um grande outdoor, que personalizasse a edificação e lhe desse as características indispensáveis para a sua atividade principal. Este conjunto permite também a identificação do edifício no período noturno, funcionando como uma grande luminária.
Previsto para esta via um futuro alargamento frontal, reformulou-se todo o acesso ao shopping e bairro adjacente, o acesso ao bairro posterior e a criação de um retorno aliviou o localizado logo a frente.

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